PLANO DE SAÚDE ALTERNATIVO TRAZ RISCOS, DIZ ESPECIALISTA


Data: 8/6/2009
Fonte: Agência Estado

Preços proibitivos na terceira idade, pouca oferta de planos individuais, quebra de operadoras. O quadro de problemas dos planos de saúde no Brasil tem impulsionado outros produtos de baixo custo no mercado de assistência médica privada, como empresas que vendem acesso a consultas com descontos.

Mas as opções também não garantem uma assistência adequada, enfatizam especialistas. Além disso, não têm o controle da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por não serem considerados planos.

O banco BMG, desde o ano passado, investe na expansão de um produto que mediante uma anuidade (R$ 160) permite acesso a consultas a partir de R$ 42 e a exames. Os descontos chegam a 80%. Já conta com 40 mil clientes e o objetivo é chegar a 1 milhão.

Sistemas iguais também são ofertados pelo banco Panamericano, entre outras empresas que crescem no mercado. Os novos investidores, no entanto, veem que o mercado de planos individuais, por seus riscos, está estagnado e algumas das principais empresas do setor, principalmente seguradoras, já não ofertam mais produtos com esse perfil.

“O seguimento de planos individuais está em extinção. E o que oferecemos é uma ferramenta de aproximação do serviço aos clientes individuais”, justifica José Humberto Affonseca Sobrinho, diretor do Sistema de Atendimento à Saúde (Sinasa), do banco BMG.

“O conceito não é urgência e emergência, é até a média complexidade. Sobra a alta complexidade. Aí é o sistema público mesmo”, admite. O banco, porém, tem interesse também em financiar a alta complexidade aos clientes do sistema - o que, no mercado, é apontado como principal motivo para bancos entrarem na área.

Lígia Bahia, professora do Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em planos de saúde, destaca que um aumento na oferta de produtos de assistência baratos deverá impulsionar novamente a área nos próximos anos.

Mas enfatiza também que pesquisas apontam que muitos garantem uma rede ruim de atendimento. Para ela, é hora de discutir o futuro do setor.

“Quem não usa é feliz. Quando precisa, é o pior dos mundos. O curioso é que enquanto aqui estamos vendo isso, nos EUA (onde os planos privados dominam) o presidente Obama está em busca de um plano público de saúde.”As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Tratamento de obesidade mórbida em clínica de emagrecimento pode ser custeado por plano de saúde

Direitos da pessoa com câncer

Beneficiário de plano de saúde coletivo tem legitimidade para questionar rescisão unilateral por operadora