59% das operadoras de planos de saúde são bem avaliadas pela ANS

A avaliação dos planos de saúde do país melhorou. É o que mostra levantamento divulgado ontem pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Segundo o estudo, 59% das operadoras de saúde avaliadas pela agência em 2011 foram consideradas boas -735 empresas, de um total de 1.239 examinadas. 

Em 2010, apenas 31% das 1.517 operadoras pesquisadas (482 empresas) alcançaram essa avaliação. 

Dentre as empresas bem avaliadas em 2011, 566 atuam no segmento médico-hospitalar e 169 são exclusivamente odontológicas. O ranking com os resultados, no entanto, não foi divulgado. 

Entretanto, o usuário dos planos de saúde pode consultar o desempenho de cada operadora por meio do "Espaço Qualidade", no site da ANS (www.ans.org.br). 

Para acessar a avaliação, o consumidor precisa digitar o nome da empresa e número de registro na ANS ou CNPJ. 

As operadoras receberam notas de 0 a 1. Aquelas que tiveram resultado acima de 0,6 foram consideradas boas; entre 0,4 e 0,6, regulares; abaixo disso, ruins. 

As 735 operadoras bem avaliadas em 2011 somam 45,7 milhões de beneficiários em todo o país. 

Para se chegar à nota, o chamado IDSS (Índice de Desenvolvimento da Saúde Suplementar), são levados em consideração os seguintes itens: atenção à saúde, situação econômico-financeira, estrutura e operação e satisfação dos beneficiários. 

No ano passado, a agência nacional cancelou o registro de 150 operadoras, 13 a pedido das próprias empresas e as demais por ineficiências variadas. 

De acordo com a coordenadora de Qualidade e Conhecimento da agência, Andrea Carlesso Lozer, as operadoras mal avaliadas no levantamento foram avisadas e têm prazo de 15 dias para recorrer. Uma reavaliação é feita em dois ou três meses. 

"A operadora [mal avaliada] sofre acompanhamento mais rigoroso da ANS e pode até ter a suspensão de comercialização dos planos e ser cancelada", afirmou à Folha. 

O diretor-executivo da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), José Cechin, lembra que a avaliação foi aperfeiçoada nos últimos seis anos e mudou a visão das operadoras, que antes viam o instrumento com desagrado. 

"Agora elas buscam acompanhar esses diversos indicadores e obter resultados, fazendo enormes esforços para se aperfeiçoar", afirmou. 

DIANA BRITO 
DO RIO

FOLHA DE S. PAULO - COTIDIANO

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

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