Pular para o conteúdo principal

Seguro saúde passa por mudanças e atrai corretores

Com as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em vigor desde 15 de outubro, o seguro saúde atravessa um momento delicado. As mudanças, porém, foram vistas como positivas pelos corretores de seguros que estiveram reunidos no Fórum de Benefícios - Vida, Previdência e Saúde, realizado pelo Sincor-SP em Atibaia (SP), entre os dias 13 e 15 de novembro. Hélio Novaes, da Quórum Seguros, Saúde e Previdência, que participou de talk show, no segundo dia de evento, acredita que as novas regras ajudarão a melhorar a gestão das apólices de saúde. "Nos últimos anos, os custos da saúde têm dobrado. Agora, haverá mais equilíbrio, pois, o reajuste será uma vez por ano", disse. Embora admita que o momento seja delicado, ele considera importantes as alterações. "Os corretores serão cobrados por seus clientes", advertiu.Durante o talk show em que se discutiram as oportunidades do seguro saúde, Newton Pizzotti, da Porto Seguro, chamou a atenção para as possibilidades de ganhos dos corretores. Em comparação com o seguro automóvel, que detém um volume de 10 milhões de veículos, o seguro saúde, segundo ele, tem potencial cinco vezes maior, já que o volume atual é de 55 milhões de usuários. "O saúde também cresce quatro vezes mais rápido que o automóvel. Por isso é interessante para o corretor", destacou. Luis Ioels, coordenador de saúde do Sincor-SP, também está otimista em relação às oportunidades que as novas regras trarão aos corretores. "Com a nova regulamentação, haverá melhoria na prestação de serviços e maior abrangência nos contratos, beneficiando os consumidores", disse. As mudançasA Resolução Normativa n° 200 da ANS, que alterou as resoluções 195 e 162, trouxe novas regras para a contração de planos de coletivos de saúde. Os planos de assistência à saúde oferecidos por pessoas jurídicas aos seus empregados passarão a ser denominados de planos empresariais. Já os planos por oferecidos por entidades classistas ou setoriais, como conselhos, sindicatos e associações profissionais, serão chamados de planos coletivos. Mas, essas não foram as únicas mudanças. A RN n° 200 estabelece que os planos de saúde coletivos somente possam ser reajustados a cada 12 meses e que a responsabilidade pelo pagamento será da pessoa jurídica contratante. Exceto para os aposentados e demitidos (conforme a Lei 9.656/98) e para as operadoras de autogestão e administração pública e administração direta e indireta (de acordo com a resolução). A RN n° 200 também cria uma série de regras para a concessão de carências. Nos planos empresariais com mais de 30 vidas, a isenção de carência será dada aos beneficiários que aderirem em até 30 dias da assinatura do contrato. O mesmo critério será aplicado aos planos coletivo, com a diferença de que poderá ser exigida a Cobertura Parcial Temporária. De acordo com a ANS, os contratos que se adequarem às novas não poderão ter novos beneficiários.  www.midiaseg.com.br

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Funcionário afastado tem direito ao plano de saúde?

Este é um tema que tem suscitado uma das maiores preocupações das empresas, sobretudo nos períodos de suspensão do contrato de trabalho quando o afastamento é por motivo de doença No intuito de oferecer o melhor para os funcionários e cumprir as exigências previstas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e acordo coletivos de trabalho, as empresas dispõem de inúmeros benefícios, muitos deles custeados parcialmente ou integralmente pelas companhias. Entre eles, o plano de saúde é um dos benefícios de custo elevadíssimo e que mais têm relevância no contrato do trabalho, tanto para o empregador, quanto - e principalmente - para o empregado. Este, aliás, é um tema que tem suscitado uma das maiores preocupações das empresas, sobretudo nos períodos de suspensão do contrato de trabalho quando o afastamento é por motivo de doença. Não raro, os departamentos de Recursos Humanos das empresas fazem o cancelamento do benefício do plano de saúde do empregado durante o recebimento do auxílio-…

ANS nega aquisição da carteira da Avimed pela Itálica

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) negou a aquisição da carteira de beneficiários da operadora Aviccena Assistência Médica Ltda, conhecida também como Avimed, pela operadora Itálica Saúde. A alienação compulsória da carteira havia sido determinada pela ANS através da Resolução Operacional nº 599, publicada no Diário Oficial da União em 19 de fevereiro de 2009. A Avimed teve um prazo de 30 dias para negociar a venda de sua carteira e, durante este período a Itálica Saúde Ltda apresentou proposta de compra. Para que a negociação seja feita é necessário análise e autorização da agência reguladora.

Neste momento a ANS aguarda o prazo legal para a apresentação de recursos e para a adoção de medidas previstas nos normativos correspondentes. Até que a autorização seja concedida, a Avimed ainda é a responsável pela assistência de seus atuais beneficiários, devendo manter integralmente seus contratos, conforme dispõem os parágrafos 3º e 4º do artigo 4º da Resolução Normativa nº 112,…

Liminar suspende cobrança de aviso prévio por operadora de plano de saúde

A juíza Luciana Bassi de Melo, da 5ª Vara Cível de Pinheiros (SP), suspendeu a cobrança de aviso prévio por operadora de plano de saúde. A decisão liminar é desta terça-feira (1º/10).
Reprodução A antecipação de tutela pedia a suspensão da publicidade do nome de uma cliente como inadimplente. Seu nome constava nos cadastros de órgãos de proteção ao crédito por uma suposta dívida de R$ 7,5 mil com o plano de saúde. A advogada que atuou no caso, Juliana Akel Diniz, do escritório Fidalgo Advogados, explica que desde outubro de 2018 as operadoras de planos de saúde privada estão proibidas de cobrar mensalidades adicionais em caso de rescisão de contrato. "O cancelamento, seja lá por qual razão for, tem que ser imediato, sem nenhum tipo de cobrança de aviso prévio e/ou multa. Porém, na prática, as operadoras prestadoras de serviços, mesmo cientes disso, continuam cobrando esses valores dos consumidores, o que é ilegal e abusivo", afirma. Para a advogada, essa é "mais uma for…