Pular para o conteúdo principal

Planos antigos: 6,9 milhões não têm novos serviços de saúde

Planos antigos: 6,9 milhões não têm novos serviços de saúde

Cerca de 6,9 milhões de trabalhadores que têm plano de saúde empresarial não têm acesso aos novos serviços obrigatórios da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), em vigor desde o dia 2 de abril. Isso porque o convênio desses segurados foi contratado antes de 1999, quando uma lei mudou as regras dos planos, e as empresas não alteraram o contrato para incluírem os novos serviços.

Entre os procedimentos novos obrigatórios, mas que só valem para os convênios novos (após 1999), estão a realização de vasectomia e laqueadura, consultas com nutricionistas e psicólogos e procedimentos cirúrgicos mais avançados e exames.

O trabalhador que entrar agora em uma empresa com contrato antigo também não será beneficiado com os novos serviços. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, muitos trabalhadores só ficaram sabendo que não tinham direitos aos procedimentos obrigatórios desde abril quando foram tentar fazer o serviço.

Baseado no número de reclamações, o sindicato defenderá com as empresas uma mudança de contrato para que os trabalhadores possam ter acesso aos novos serviços. "A lei já tem mais de três meses. Queremos ampliar os direitos de quem tem contrato coletivo", afirma João Batista Arruda, diretor do sindicato.
Como o convênio é coletivo, a empresa é que decide sobre as mudanças do contrato. Mas trabalhador pode avaliar o plano antes de entrar na empresa (leia mais ao lado).

Os planos coletivos são aqueles que o trabalhador adquire ao entrar em uma empresa. Sua adesão é automática. Dependendo da empresa, ele pode escolher um plano mais completo, pagando a mais por isso. Por ser coletivo, o preço do plano coletivo costuma ser mais barato do que o do individual. Porém, o reajuste não é regulado pela ANS. A empresa pode arcar com todo o plano, mas também pode cobrar uma parte dos funcionários, com desconto no contracheque.


Fonte:  Carolina Rangel - Agora S.Paulo-26.07

 

 

Postagens mais visitadas deste blog

Funcionário afastado tem direito ao plano de saúde?

Este é um tema que tem suscitado uma das maiores preocupações das empresas, sobretudo nos períodos de suspensão do contrato de trabalho quando o afastamento é por motivo de doença No intuito de oferecer o melhor para os funcionários e cumprir as exigências previstas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e acordo coletivos de trabalho, as empresas dispõem de inúmeros benefícios, muitos deles custeados parcialmente ou integralmente pelas companhias. Entre eles, o plano de saúde é um dos benefícios de custo elevadíssimo e que mais têm relevância no contrato do trabalho, tanto para o empregador, quanto - e principalmente - para o empregado. Este, aliás, é um tema que tem suscitado uma das maiores preocupações das empresas, sobretudo nos períodos de suspensão do contrato de trabalho quando o afastamento é por motivo de doença. Não raro, os departamentos de Recursos Humanos das empresas fazem o cancelamento do benefício do plano de saúde do empregado durante o rece

APOSENTADOS E DEMITIDOS: MANUTENÇÃO DO PLANO DE SAÚDE

Data: 08/05/2009 Fonte: Bancários Boa parte dos trabalhadores que se aposentam ou são demitidos após muitos anos de banco passam pelo mesmo problema: perdem a cobertura de seus planos de saúde e, ao procurar um novo, se deparam com os altíssimos valores cobrados pelas empresas para fornecer planos novos para pessoas mais velhas. No entanto, a secretária de assuntos jurídicos da Contraf/CUT, Mirian Fochi, explica que a legislação brasileira tem alguma proteção aos trabalhadores nessa situação, garantindo que eles possam manter seu plano de saúde, desde que assumam o seu pagamento integral. A garantia está prevista na Lei 9656/98, expressamente nos artigos 30 e 31. A assessora jurídica da Contraf-CUT, Déborah Blanco, explica que para usufruir os benefícios da Lei é necessário que o trabalhador tenha contribuído com algum valor, mínimo que seja, no período que esteve em atividade na empr

STJ aumenta indenização por morte decorrente de demora em atendimento

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) fixou em R$ 150 mil o valor da indenização a ser paga pela U.S.S. S/A ao filho de uma segurada, falecida em decorrência de demora injustificada na autorização de sua cirurgia cardíaca. Os ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram aumentar o valor fixado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – R$ 20 mil –, considerando que este não combina com os valores aceitos pela Corte Superior. A decisão foi unânime. A ação foi ajuizada contra a U. e seu diretor técnico buscando condená-los à reparação pelos danos morais experimentados em virtude da morte da segurada, tendo em vista a demora no fornecimento de senha e autorização para que essa fosse submetida à cirurgia cardíaca que poderia ter lhe salvado a vida. Na primeira instância, o pedido contra a U. foi julgado procedente para condená-la ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais. O pedido contra o diretor técnico, entre