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Clientes de plano de saúde têm dor de cabeça com cobertura ampliada

 


Desde abril, os clientes de planos de saúde têm direito a uma série de tratamentos que não eram obrigatórios, entre eles sessões de fonoaudiologia, colocação de DIU e vasectomia.

Mas, na prática, muitos consumidores ainda encontram dificuldades na hora de conseguir o tratamento. É o que mostra levantamento feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), em julho, e divulgado na semana passada.

- Vemos que muitas (operadoras) ainda não se adaptaram e, em alguns casos, fazem exigências que não são adequadas para atender o cliente - afirma a advogada do Idec, Daniela Trettel.

A Samcil foi reprovada por não ter disponibilidade para atender pacientes que buscavam terapia ocupacional e psicoterapia. A empresa nega.

- Todas as especialidades inseridas pelo rol de procedimentos estão sendo oferecidas aos associados da Samcil, como determina a lei - diz uma nota.

A Dix Saúde também foi reprovada por oferecer sessões de fonoaudiologia e psicoterapia apenas em grupo. Em nota, a operadora justifica que "está apurando os questionamentos levantados pela pesquisa" e ressalta que "vem trabalhando no sentido de garantir o cumprimento do rol".

Já a Golden Cross apresentou indisponibilidade de sessões de terapia ocupacional. Em comunicado, informa que existe, sim, "rede referenciada disponível para atendimento dos associados; estão cobertas até seis sessões ao ano e qualquer médico, seja particular ou de nossa rede, pode indicar este procedimento aos associados."

Limitações são outro problema
A pesquisa do Idec apontou que há casos em que as empresas fazem exigências para oferecerem as sessões de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicoterapia ou nutrição. Entre elas, que o usuário seja encaminhado por médicos da rede credenciada ou de determinadas especialidades.

É o que ocorreu com a Intermédica, segundo o Idec. A empresa alega que cumpre todas as determinações da ANS. A Medial Saúde também informa que atua em conformidade com a legislação. E a Unimed Paulistana diz que vem aceitando essas consultas desde abril, quando um médico faz a indicação.

Mariana Sallowicz - Diário de S. Paulo

 

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