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CORRIDA POR REAJUSTE MAIOR - OPERADORAS QUEREM AUMENTAR PLANOS


Data: 13/10/2009
Fonte: Correio Brasilense

Mesmo com um ambiente nada favorável, muitas operadoras não estão abrindo mão dos índices de reajuste necessários para cobrir o aumento das despesas dos planos e seguros de saúde. E correm contra o tempo para aprová-los o quanto antes. Isso porque no mês que vem entra em vigor a Resolução Normativa nº 195, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que fixa novas regras para planos coletivos.

Uma das principais mudanças é a limitação de reajuste das mensalidades a apenas uma vez por ano. Até então, os contratos coletivos podem ter alteração de preço sempre que houver alteração significativa da taxa de sinistralidade.

“Há empresas que estão aproveitando para dar um reajuste maior, por causa da lei (que vai entrar em vigor) e também para fazer uma repactuação dos contratos”, afirma Arlindo de Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge). Nesses casos, para aplicar um reajuste menor, só mesmo alterando as condições do contrato, como a redução da rede credenciada e da cobertura.

As operadoras estão negociando, garante Almeida, mas há empresas que, quando não conseguem fixar o índice pleiteado, estão preferindo perder os clientes do que operar no negativo, pois sabem que só vão poder reajustar o plano daqui a um ano.

Segundo Solange Beatriz Mendes, diretora-executiva da Fenasaúde, que representa as seguradoras, as informações que têm chegado à entidade é de que as operadoras estão, de fato, remodelando os contratos. Se as operadoras tiverem êxito na fixação de índices de reajuste mais altos, os efeitos podem chegar também ao usuário que tem o plano por conta própria.

Isso porque os contratos coletivos têm efeito direto sobre a definição do índice de reajuste dos planos individuais. Na fórmula da ANS, a média de reajuste dos planos coletivos tem peso significativo.

 

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