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Planos de saúde cobrem 26% da população do país

 

 

O número de brasileiros com plano de saúde atingiu 49,1 milhões em 2008, o equivalente a 26,3% da população do país. Em 2003, segundo a pesquisa "Um panorama da saúde no Brasil", eram 43 milhões de pessoas atendidas por planos de saúde, ou 24,5% da população. O estudo, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi feito com base em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

"Houve um pequeno aumento do percentual da população coberto por planos. Com certeza isso expressa o aumento do emprego real. Na maioria são planos de saúde providos pelas empresas, não são planos individuais", disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lembrando que 73,7% da população utiliza somente a rede do Sistema Único do Saúde (SUS).

O presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, ressaltou ainda que a mudança entre 2003 e 2008 foi pequena, ocorrendo muito mais no perfil das pessoas que têm plano de saúde, que deixaram os planos individuais, passando para planos de empresas.

Temporão cobrou também a mudança do perfil do gasto com saúde no país. Segundo ele, 60% desse custo no Brasil recai sobre as famílias e as empresas, com apenas 40% pagos pelo setor público. "É impossível querer dar saúde universal de qualidade em todo o território nacional, do procedimento mais simples ao transplante de órgãos, numa base de financiamento onde 60% dos gastos são das famílias e das empresas", criticou Temporão. "Sem resolver o gargalo do gasto, fica muito difícil chegar onde as pessoas querem", acrescentou, chamando a atenção para a reforma no sistema de saúde feita pelo presidente Barack Obama nos Estados Unidos.

A pesquisa apontou que 58,8 milhões de pessoas, 31,5% do total, tinham doença crônica no país em 2008, acima dos 52,6 milhões, ou 29,9%, em 2003. Para Nunes, do IBGE, isso reflete o processo de envelhecimento da população brasileira. Ele alertou para a necessidade de políticas que compensem esse processo, inclusive na formação dos médicos.

Rafael Rosas

 

VALOR ECONÔMICO - BRASIL

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