Pular para o conteúdo principal

Mil pessoas mudam de plano em um ano

 

A portabilidade de planos de saúde, regra que permite ao consumidor migrar para outra operadora sem cumprir carência, completou um ano em 15 de abril com apenas 1 mil adesões. A estimativa foi feita pelo presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Maurício Ceschin, embora a entidade ainda não tenha divulgado o balanço oficial. A situação é muito diferente do que ocorreu com os celulares. No primeiro ano em que vigorou a lei de portabilidade entre operadoras de telefonia móvel, 5,18 milhões de pessoas solicitaram a mudança e 4 milhões efetivamente trocaram de operadora. Com os planos de saúde, seria mesmo muito difícil haver uma adesão em massa porque as regras da portabilidade são muito restritivas , diz Daniela Trettel, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). De saída, 73% dos quase 50 milhões de clientes das operadoras já ficaram excluídos da portabilidade por serem usuários de planos de saúde coletivos. A lei não os contempla. Restrições da legislação. Os clientes de planos contratados antes de 1999 também estão de fora da lista de candidatos à portabilidade. Sobram então os usuários de planos individuais contratados após 1999. Mas mesmo para estes há restrições, como a necessidade de permanência no plano por ao menos dois anos e a possibilidade de pedir a migração apenas no mês de aniversário do contrato. No final, quando a regra entrou em vigor só 13% dos segurados - pouco mais de 6 milhões de pessoas - tinham condições efetivas de fazer a migração.O resultado da portabilidade é muito baixo, mas não porque o consumidor não tenha interesse em mudar de plano , avalia Selma do Amaral, assistente de direção do Procon-SP. O número de reclamações contra planos de saúde junto à ANS em março de 2010 foi o maior dos últimos seis meses - o que comprova a tese de Selma. O cliente só não faz a migração porque há muitas barreiras para que ele consiga isso. Mesmo quem tem os pré-requisitos para migrar, precisa entrar no site da ANS, preencher dados sobre seu plano atual e achar na lista da agência um outro que seja considerado equivalente ou de nível inferior ao seu. Neste ponto, há outro descompasso: o preço. Quem está em um plano há dois anos, como manda a regra, teve o valor da mensalidade reajustado pelo teto permitido pela ANS. Já os planos que estão à venda no mercado tiveram seus preços regulados pelo próprio mercado. Então é muito difícil encontrar um plano compatível com o seu por um valor semelhante. Os planos novos tendem sempre a ser mais caros , diz Solange Beatriz Mendes, diretora da Federação Nacional de Saúde Suplementar. Dificuldades. O resultado é muito baixo, mas não porque o consumidor não tenha interesse em mudar de plano. Ele só não faz a migração porque há muitas barreiras. Selma do Amaral, Assistente de direção do PROCON-SP. Para Migrar. É preciso ser usuário de um plano de saúde individual, contratado após 1999, além de ser cliente da operadora há dois anos.Só é possível solicitar a migração no mês de aniversário do contrato, com tolerância para 30 dias antes ou depois. www.midiaseg.com.br

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Liminar suspende cobrança de aviso prévio por operadora de plano de saúde

A juíza Luciana Bassi de Melo, da 5ª Vara Cível de Pinheiros (SP), suspendeu a cobrança de aviso prévio por operadora de plano de saúde. A decisão liminar é desta terça-feira (1º/10).
Reprodução A antecipação de tutela pedia a suspensão da publicidade do nome de uma cliente como inadimplente. Seu nome constava nos cadastros de órgãos de proteção ao crédito por uma suposta dívida de R$ 7,5 mil com o plano de saúde. A advogada que atuou no caso, Juliana Akel Diniz, do escritório Fidalgo Advogados, explica que desde outubro de 2018 as operadoras de planos de saúde privada estão proibidas de cobrar mensalidades adicionais em caso de rescisão de contrato. "O cancelamento, seja lá por qual razão for, tem que ser imediato, sem nenhum tipo de cobrança de aviso prévio e/ou multa. Porém, na prática, as operadoras prestadoras de serviços, mesmo cientes disso, continuam cobrando esses valores dos consumidores, o que é ilegal e abusivo", afirma. Para a advogada, essa é "mais uma for…

Medida da ANS inclui 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias. Confira a lista!

A partir de janeiro de 2014, os beneficiários de planos de saúde individuais e coletivos terão direito a mais 87 procedimentos, incluindo 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias (veja a lista completa no fim do texto). A medida é resultado de consulta pública realizada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e beneficia 42,5 milhões de consumidores com planos de saúde de assistência médica e outros 18,7 milhões consumidores com planos exclusivamente odontológicos. As novas incorporações foram anunciadas nesta segunda-feira, dia 21,em Brasília, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor-presidente da ANS, André Longo.

Home Care - Saiba como solicitar ao plano de saúde!

Desde 02/2012, no Estado de São Paulo, é considerada abusiva a negativa do home care pelos planos de saúde, para pacientes que necessitam de assistência médica domiciliar.
É o que determina a Súmula nº 90 do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, publicada no Diário da Justiça Eletrônico em 13/02/2012, na página 1.
De acordo com a Justiça de São Paulo, o home care equivale a internação hospitalar com o benefício de custar menos à operadora, além de evitar o risco de infecção hospitalar para o paciente.
Portanto, aqueles que tenham essa indicação médica podem solicitar a liberação do serviço à operadora.
Em caso de negativa, o paciente pode recorrer à Justiça, inclusive pleiteando o benefício em caráter liminar.
Clique no link abaixo e receba um infográfico contendo o passo a passo de como requerer o benefício à operadora.

http://materiais.parraadvogados.com.br/home-care