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Planos não estão preparados para nova regra

Mais da metade das operadoras de grande porte (com mais de 100 mil usuários) admite que não consegue marcar consultas médicas para seus clientes em até sete dias, mostra pesquisa realizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com 840 empresas do setor. Se o prazo máximo de uma semana para agendamento de consultas já estivesse em vigor, portanto, as principais empresas do ramo estariam descumprindo a regra.

A norma deve entrar em vigor nos próximos dias, assim que for publicada pela ANS. A agência reguladora, porém, já divulgou ontem em seu site os prazos máximos para marcação de diversos procedimentos médicos.

Por enquanto, as operadoras preferem não comentar se serão capazes de se adaptar às novas regras rapidamente. “Na verdade, é preciso confirmar se a instrução normativa prevê algumas exceções que são fundamentais para o cumprimento da nova norma”, informa a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), em nota. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) também aguarda a publicação da Instrução Normativa da ANS para “avaliar tecnicamente os prazos estabelecidos”.

“A demora no atendimento é um problema de extrema gravidade, pelas consequências que pode causar ao consumidor”, declara Josué Rios, advogado de defesa do consumidor do JT.

Uma enquete realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) com 616 internautas revela que 88% já sofreram com a demora para agendar procedimentos. “Agora, a ANS precisa fiscalizar o cumprimento da regra e intervir nos casos de infração. Caso contrário, nada vai mudar”, diz Rios.

Carolina Dall’Olio

 

JORNAL DA TARDE - ECONOMIA

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