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Setor de Saúde Suplementar em ebulição


Há um mês, Poder Econômico chamou a atenção para um movimento de fusões e aquisições no setor de planos de saúde. De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 25% das operadoras têm algum tipo de dificuldade financeira.
Carneiro: tamanho do mercado explica interesse estrangeiro (Foto: Ed Viggiani/Divulgação)
Carneiro: tamanho do mercado explica interesse estrangeiro (Foto: Ed Viggiani/Divulgação)
Além da concorrência com grandes players, 301 pequenas e médias empresas do setor enfrentam ainda embargo para novos clientes. O mercado está atento para essa tendência. Antonio Carlos Góes, analista-sênior da TOV Corretora, avalia que o setor vive um período de consolidação.
Para Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o setor, no Brasil, desperta grande interesse nas organizações nacionais e internacionais.
- O crescimento robusto do setor e do país, com aumento do emprego formal, impacta positivamente, explica.
Poucos mercados no mundo oferecem, afirma Carneiro, as oportunidades do Brasil neste momento.
Especialista na área, o advogado Sérgio Parra destaca o tamanho do mercado brasileiro como o principal atrativo. Mais de 48,6 milhões de pessoas têm planos de saúde e cada segurado paga, em média, R$ 300 por mês. Na avaliação do advogado, as grandes operadoras devem predominar no mercado tirando o espaço das menores.
A nova realidade também está levando grandes operadoras a se movimentarem no “tabuleiro”. Primeiro foi a Amil, vendida para o grupo americano UnitedHealt por R$ 9,9 bilhões em outubro. Agora o mercado espera a venda da Golden Cross, possivelmente para o grupo KKR, por cerca de R$ 1,1 bilhão.
Com gastos de R$ 59,2 bilhões em 2010 e previsão de desembolsar 35% a mais em 2030 devido ao envelhecimento da população, as operadoras de Saúde Suplementar já iniciaram a pressão para cobrar um pouquinho mais pelo serviço.
Por enquanto, está sendo mais fácil convencer o investidor estrangeiro a vir para cá operar com os preços de hoje do que o governo a permitir reajustes maiores.
Brigas maiores virão.
por Jorge Felix, com Klinger Portella, Poder Econômico, IG

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