Pular para o conteúdo principal

Plano de saúde: solução ou dor de cabeça? Especialista tira dúvidas

João Barroca, da Agência Nacional de Saúde Suplementar responde perguntas de usuários no café da manhã do Mais Você

28/10/2013 às 09h17 
Atualizado em 28/10/2013 às 09h36
Diretor da Agência Nacional de Saúde tira dúvidas na casa de cristal (Foto: Mais Você / TV Globo)Diretor da Agência Nacional de Saúde tira dúvidas na casa de cristal (Foto: Mais Você / TV Globo)








Se existe um assunto que gera dúvidas e interessa a todos esse assunto é plano de saúde! Quase 50 milhões de pessoas contratam esse serviço hoje no nosso país. O problema é que nem sempre a cobertura atende às expectativas do cliente. Uma pesquisa encomendada pela Associação Paulista de Medicina ao Instituto Datafolha mostrou que 79% dos beneficiários de planos de saúde no estado de São Paulo tiveram algum tipo de problema com o plano nos últimos 24 meses. Com isso, 30% dos clientes acabaram recorrendo ao Sistema Único de Saúde - o SUS - ou a serviços particulares. E como esse assunto é polêmico, Ana Maria recebeu no estúdio o diretor-adjunto da diretoria de produtos da ANS, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, João Barroca para debater a questão.

“Se trata de um mercado de 60 anos que está sendo regulamentado apenas nos últimos 15 anos. É um momento de transição em um mercado que se expandiu. Hoje não se pode mais ter reajuste nos planos de pessoas acima de 60 anos. Mas nós vivemos cada vez mais. A base ajuda a custear o teto. Mas o financiamento da saúde é problema do mundo todo”, comentou.
Limite de idade
Ana Maria quis tirar a dúvida de uma espectadora: “As seguradoras podem impor limite de idade para aceitar um segurado?”. João foi categórico na resposta. “De jeito nenhum! Se isso acontecer deve ser informado na mesma hora para a ANS. Se você tem dúvidas, leia sempre o contrato, entre no site da agência, ligue para a ANS. Se informe sempre!”
Portabilidade
A portabilidade também foi um assunto lembrado. “Você tem quatro meses para ir para outra operadora, a partir do aniversário do contrato. É importante que o consumidor saiba que tem essa opção sem carência. Se você quiser algum serviço a mais, o máximo de carência é de 180 dias. Com exceção para parto, que são 300 dias. Isso foi mais uma conquista para o consumidor”, informou Barroca.
Caso você queira tirar outras dúvidas, pode entrar em contato com a Agência Nacional de Saúde Suplementar. O telefone é 0800-701-9656.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Funcionário afastado tem direito ao plano de saúde?

Este é um tema que tem suscitado uma das maiores preocupações das empresas, sobretudo nos períodos de suspensão do contrato de trabalho quando o afastamento é por motivo de doença No intuito de oferecer o melhor para os funcionários e cumprir as exigências previstas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e acordo coletivos de trabalho, as empresas dispõem de inúmeros benefícios, muitos deles custeados parcialmente ou integralmente pelas companhias. Entre eles, o plano de saúde é um dos benefícios de custo elevadíssimo e que mais têm relevância no contrato do trabalho, tanto para o empregador, quanto - e principalmente - para o empregado. Este, aliás, é um tema que tem suscitado uma das maiores preocupações das empresas, sobretudo nos períodos de suspensão do contrato de trabalho quando o afastamento é por motivo de doença. Não raro, os departamentos de Recursos Humanos das empresas fazem o cancelamento do benefício do plano de saúde do empregado durante o recebimento do auxílio-…

Liminar suspende cobrança de aviso prévio por operadora de plano de saúde

A juíza Luciana Bassi de Melo, da 5ª Vara Cível de Pinheiros (SP), suspendeu a cobrança de aviso prévio por operadora de plano de saúde. A decisão liminar é desta terça-feira (1º/10).
Reprodução A antecipação de tutela pedia a suspensão da publicidade do nome de uma cliente como inadimplente. Seu nome constava nos cadastros de órgãos de proteção ao crédito por uma suposta dívida de R$ 7,5 mil com o plano de saúde. A advogada que atuou no caso, Juliana Akel Diniz, do escritório Fidalgo Advogados, explica que desde outubro de 2018 as operadoras de planos de saúde privada estão proibidas de cobrar mensalidades adicionais em caso de rescisão de contrato. "O cancelamento, seja lá por qual razão for, tem que ser imediato, sem nenhum tipo de cobrança de aviso prévio e/ou multa. Porém, na prática, as operadoras prestadoras de serviços, mesmo cientes disso, continuam cobrando esses valores dos consumidores, o que é ilegal e abusivo", afirma. Para a advogada, essa é "mais uma for…

APOSENTADOS E DEMITIDOS: MANUTENÇÃO DO PLANO DE SAÚDE

Data:08/05/2009
Fonte: BancáriosBoa parte dos trabalhadores que se aposentam ou são demitidos após muitos anos de banco passam pelo mesmo problema: perdem a cobertura de seus planos de saúde e, ao procurar um novo, se deparam com os altíssimos valores cobrados pelas empresas para fornecer planos novos para pessoas mais velhas. No entanto, a secretária de assuntos jurídicos da Contraf/CUT, Mirian Fochi, explica que a legislação brasileira tem alguma proteção aos trabalhadores nessa situação, garantindo que eles possam manter seu plano de saúde, desde que assumam o seu pagamento integral. A garantia está prevista na Lei 9656/98, expressamente nos artigos 30 e 31.

A assessora jurídica da Contraf-CUT, Déborah Blanco, explica que para usufruir os benefícios da Lei é necessário que o trabalhador tenha contribuído com algum valor, mínimo que seja, no período que esteve em atividade na empresa. Isto sem considerar a co-participação. "O …