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Pacientes com plano começam a receber prótese

Incluído no rol de procedimentos da ANS, esfíncter urinário artificial - considerado padrão ouro da medicina para tratamento da incontinência urinária masculina - está disponível na rede privada.

Homens com incontinência urinária começam a receber autorização dos planos de saúde para realizar a colocação de esfíncter urinário artificial - prótese que substitui o mecanismo natural de continência. Incluído no rol da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar - a partir de 2014 os planos de saúde são obrigados a autorizar o tratamento, considerado padrão ouro da medicina. Até então, para ter direito à cirurgia - única eficaz nos casos graves - era preciso recorrer à justiça.

A incapacidade de controlar o ato de urinar no homem é consequência, na maioria dos casos, de cirurgia para retirada da próstata após câncer, que pode afetar o funcionamento do esfíncter. Este músculo em formato de anel controla o ato de urinar e, por ser muito próximo da glândula, pode ser prejudicado após o procedimento.

"Cerca de 5 a 10% dos pacientes que retiraram totalmente a próstata sofrem com incontinência urinária após um ano de cirurgia. Sem tratamento acessível, isso significa conviver o resto da vida usando fraldas, com enormes consequências para qualidade de vida e autoestima", explica o urologista e responsável pelo Ambulatório de Disfunções Miccionais do Hospital AC Camargo Cancer Center e da Clínica Uro Care, em São Paulo, Carlos Sacomani.

De acordo com o especialista, a taxa de eficácia do esfíncter urinário é de 80 a 90%. A cirurgia para colocação da prótese dura cerca de 1 hora e o paciente recebe alta no dia seguinte. "A busca agora é a inclusão no Sistema Único de Saúde", afirma.
Fonte: Agência NoAr
Postada: 13/02/2014 | Atualizada: 13/02/2014 às 10:29

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